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16.11.2016

Vinicius Eutrópio é presença confirmada no Congresso IF: Confira a entrevista

O mineiro Vinicius Eutrópio, treinador de futebol com passagens por Fluminense, Estoril (POR), Figueirense, Chapecoense e Ponte Preta, estará no IV Congresso Internacional de Futebol. Instrutor do curso da CBF para técnicos, Eutrópio participará da mesa de debates intitulada “A evolução necessária”. Confira a entrevista exclusiva com o treinador.

A mesa de debates que você vai participar se chama “A evolução necessária”. Abordando a necessidade do futebol brasileiro evoluir na questão técnico/tática, que ficou latente e gerou inúmeras discussões após o jogo entre Brasil e Alemanha na última Copa do Mundo. Como você visualiza o momento do futebol brasileiro neste aspecto?

- Eu vejo o momento do futebol brasileiro de forma positiva, onde todos os setores estão buscando, ao seu modo, absorver informações, estabelecer parâmetros e criar critérios para evolução da área, mesmo que lenta ou ainda sem grandes evoluções. Mas o momento é de busca pela melhora e profissionalização dos setores.

Aproveitando o tema Copa do Mundo, você teve uma experiência em 2010 ao lado de Carlos Alberto Parreira no comando técnico da seleção que sediava o evento, a África do Sul. Como foi esta experiência, e qual foi a colaboração para sua formação profissional?

- A participação em uma Copa do Mundo, sendo a primeira no continente africano, realmente é indescritível. A experiência pessoal, profissional e a relação com Parreira acrescentou bastante em minha carreira, e se uniu a minha passagem, logo a seguir, por quase dois anos em Portugal. As experiências fazem com que me sinta um privilegiado.

No Brasil pós Copa 2014, a Confederação Brasileira de Futebol foi questionada no sentido de oferecer maior qualificação para os profissionais do esporte. Hoje somos campeões olímpicos, e o treinador que comandou a seleção para a conquista foi Rogério Micale, fruto de uma nova geração de profissionais. Nos conte um pouco sobre a sua relação com ambos, CBF e Micale, e como você visualiza a formação dos novos profissionais do futebol brasileiro.

- A CBF tem se movimentado e dado muita ênfase a formação acadêmica dos treinadores. Eu colaboro como instrutor do nível A (na foto, com Carlos Alberto Parreira, em um dos cursos oferecidos pela entidade) e acompanho o crescimento e a preparação da nova geração de profissionais, que buscam se preparar não só de forma teórica, mas também como prática com embasamento. Não só os novos, mas grandes treinadores e ex-jogadores estão buscando o curso e sua evolução. Sobre o Micale, que já é um amigo desde as categorias de base, se enquadra neste momento do futebol brasileiro. Buscando aprimoramento e fazendo os cursos da CBF, acredito que a conquista da medalha tenha sido fruto deste novo momento do futebol brasileiro.

Por fim, gostaríamos de saber qual a sua expectativa sobre o IV Congresso Internacional de Futebol que ocorrerá nos dias 25 e 26 deste mês na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. A proposta do evento é “Estruturar para vencer: O desafio além das quatro linhas”. Você e muitos profissionais do mundo estarão debatendo temas técnicos, táticos e também de gestão, como marketing e direito. Nos fale sobre isso.

Em primeiro lugar, gostaria parabenizar os organizadores e idealizadores do evento. Estar na 4ª edição é uma vitória, e trazer pessoas, temas, criar situações de debates que acrescentem ao futebol brasileiro é, sem dúvida, uma grande proposta. Certamente o tema "o desafio além das quatro linhas" nos remete a busca de planejamento, critérios, parâmetros de crescimento, profissionalização fora do campo, para que possamos voltar a ser o melhor futebol do mundo.

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